O bairro que se reinventa a cada esquina

 

Por: Alessandra Monterastelli, Georgia Furquim, Julia Alencar, Letícia Sepúlveda e Luiza Vilela.

A Mooca sempre foi um bairro muito importante na cidade de São Paulo, um dos mais antigos da região, sempre se caracterizou por ser referência no fluxo de imigrantes. Chegou a receber milhões de italianos entre o final do século XIX e o início do século XX. Povo que veio para ficar e que transformou definitivamente o bairro.

As casinhas organizadas em pequenas vilas, as cantinas italianas que se tornaram referência da culinária da região, e as ruínas das antigas fábricas que fizeram desses italianos operários reconhecidos, fazem do bairro um lugar único.

Na Mooca também está localizado, o Museu da imigração do Estado de São Paulo, com um grande acervo que conta com documentos, fotos e objetos que os imigrantes japoneses, portugueses, espanhóis e sobretudo italianos trouxeram ao Brasil. Entre os anos de 1886 e 1887, foi construída a Hospedaria de imigrantes do Brás, com o objetivo de receber os estrangeiros, acolhê-los e encaminhá-los para postos de trabalho no estado.

Hoje, o museu da imigração ocupa parte do local em que foi construída a hospedaria. O espaço fica aberto para visitação de terça-feira a sábado das 9 horas às 17 horas, e aos domingos, das 10 horas às 17 horas, na Rua Visconde de Parnaíba, 1316. Próximo à estação do metrô Bresser-Mooca.

Na Mooca, também ocorre a 46 anos a quermesse mais típica da região, na Paróquia São Rafael, que mistura a cultura da festa junina típica brasileira, com a cultura italiana. A palavra quermesse é uma derivação da palavra flamenga “kerkmesse”. “Kerk” quer dizer igreja, “messe” quer dizer feira, logo significa “feira de igreja”.

A festa está originalmente ligada ao catolicismo, presta homenagem à três santos muito importantes da religião. Santo Antônio, 13 de junho, São João, dia 24 de junho e São Pedro, dia 29 de junho. Ainda durante o período colonial, a tradição foi trazida pelos Portugueses para o Brasil e desde então, se tornou um marco muito importante para a cultura brasileira.

Júlio Cezar Ribeiro, o “Julinho”, conhecido de todos no bairro da Mooca, trabalha na organização da quermesse a cerca de 20 anos, ele explica: “A festa para nós, da organização, começa em janeiro, vamos atrás de doações, documentação, médicos, ambulância, banheiros químicos, sem isso a festa não acontece”.

Os próprios moradores da região ajudam nas vendas, ao todo, são 14 barracas com cerca de 10 pessoas em cada uma. É o caso do “seu” Cláudio, senhor simpático, com um carregado sotaque italiano. “‘Eu vendo algodão doce aqui na quermesse faz 17 anos, sempre com muita alegria”.

“Seu” Cláudio com o algodão doce que faz a 17 anos

Foto de Letícia Sepúlveda  

A festa ocorre no período entre os meses de junho e julho, vale a pena comparecer, se quiser conhecer uma quermesse diferente das demais. A cada esquina a Mooca se reinventa, bairro que foi alterado para sempre devido a cultura de seus imigrantes, serve de refúgio para aqueles que sentem saudades de sua terra de origem.  

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