Tendal da Lapa: um coração cultural em São Paulo

Por Emilly Dulce e Natália Novais

Há quase 30 anos o bairro da Lapa abriga um dos centros culturais mais emblemáticos da cidade de São Paulo. O Tendal da Lapa, como é conhecido, é um conjunto arquitetônico tombado desde 2007 e tem a missão de oferecer cultura gratuita a capital paulista, em especial a população lapense. A história do espaço cultural tem forte ligação com o desenvolvimento do bairro no qual está localizado, uma das primeiras regiões ocupadas de São Paulo.

O início das atividades datam de 1989, com uma “invasão cultural” no antigo prédio do mais importante entreposto de carnes da região, que na época era chamado de Fábrica dos Sonhos. O grupo cultural se chamava Teatro Pequeno e as atividades tiveram início em uma tenda, com forte predominância do circo e do teatro, presentes até hoje no local.

O Tendal da Lapa é formado por um espaço amplo, com uma área aproximada de 7.000 m². Em um dos galpões que o compõe, muitos grafites e formas geométricas se vinculam a trilha sonora da linha férrea, que segue seu curso ao fundo.

 

A estrutura do centro cultural permanece caracterizada pelo seu objetivo primário: a circulação, armazenamento e distribuição de carnes no início do século XX. Por isso, é possível observar traços das construções industriais, que devem ser mantidos graças ao tombamento do edifício pelo CONPRESP (Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo).

O espaço, de caráter singular, abriga as mais diversas linguagens artísticas, de palestras a oficinas, que buscam incentivar o aprendizado e valorizar trabalhos que não alcançaram visibilidade e apoio. As oficinas, ministradas por professores voluntários, englobam a música, o teatro, a dança, o esporte, as artes plásticas etc.

Ponto de encontro entre muitos jovens, o Tendal da Lapa recebe cerca de 1.200 pessoas por dia, abrigando também a Prefeitura Regional da Lapa e serviços públicos como Farmácia Popular, a Junta de Serviço Militar e o atendimento da Agência Lapa do IBGE.

 

O Vozes do Bairro conversou com Bel Toledo, gestora do Tendal da Lapa, que conta como é o dia a dia no espaço:

 

SERVIÇO:

Horário: De terça a sexta-feira, das 9h às 22h, sábados e domingos, das 9h às 18h

Telefone: (11) 3862-1837

E-mail: contato.tendal@gmail.com

Site: https://www.facebook.com/espacoculturaltendaldalapa/

Onde: Rua Guaicurus, 1100 – Rua Constança, 72 (estacionamento); CEP: 05033002

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O bairro que se reinventa a cada esquina

 

Por: Alessandra Monterastelli, Georgia Furquim, Julia Alencar, Letícia Sepúlveda e Luiza Vilela.

A Mooca sempre foi um bairro muito importante na cidade de São Paulo, um dos mais antigos da região, sempre se caracterizou por ser referência no fluxo de imigrantes. Chegou a receber milhões de italianos entre o final do século XIX e o início do século XX. Povo que veio para ficar e que transformou definitivamente o bairro.

As casinhas organizadas em pequenas vilas, as cantinas italianas que se tornaram referência da culinária da região, e as ruínas das antigas fábricas que fizeram desses italianos operários reconhecidos, fazem do bairro um lugar único.

Na Mooca também está localizado, o Museu da imigração do Estado de São Paulo, com um grande acervo que conta com documentos, fotos e objetos que os imigrantes japoneses, portugueses, espanhóis e sobretudo italianos trouxeram ao Brasil. Entre os anos de 1886 e 1887, foi construída a Hospedaria de imigrantes do Brás, com o objetivo de receber os estrangeiros, acolhê-los e encaminhá-los para postos de trabalho no estado.

Hoje, o museu da imigração ocupa parte do local em que foi construída a hospedaria. O espaço fica aberto para visitação de terça-feira a sábado das 9 horas às 17 horas, e aos domingos, das 10 horas às 17 horas, na Rua Visconde de Parnaíba, 1316. Próximo à estação do metrô Bresser-Mooca.

Na Mooca, também ocorre a 46 anos a quermesse mais típica da região, na Paróquia São Rafael, que mistura a cultura da festa junina típica brasileira, com a cultura italiana. A palavra quermesse é uma derivação da palavra flamenga “kerkmesse”. “Kerk” quer dizer igreja, “messe” quer dizer feira, logo significa “feira de igreja”.

A festa está originalmente ligada ao catolicismo, presta homenagem à três santos muito importantes da religião. Santo Antônio, 13 de junho, São João, dia 24 de junho e São Pedro, dia 29 de junho. Ainda durante o período colonial, a tradição foi trazida pelos Portugueses para o Brasil e desde então, se tornou um marco muito importante para a cultura brasileira.

Júlio Cezar Ribeiro, o “Julinho”, conhecido de todos no bairro da Mooca, trabalha na organização da quermesse a cerca de 20 anos, ele explica: “A festa para nós, da organização, começa em janeiro, vamos atrás de doações, documentação, médicos, ambulância, banheiros químicos, sem isso a festa não acontece”.

Os próprios moradores da região ajudam nas vendas, ao todo, são 14 barracas com cerca de 10 pessoas em cada uma. É o caso do “seu” Cláudio, senhor simpático, com um carregado sotaque italiano. “‘Eu vendo algodão doce aqui na quermesse faz 17 anos, sempre com muita alegria”.

“Seu” Cláudio com o algodão doce que faz a 17 anos

Foto de Letícia Sepúlveda  

A festa ocorre no período entre os meses de junho e julho, vale a pena comparecer, se quiser conhecer uma quermesse diferente das demais. A cada esquina a Mooca se reinventa, bairro que foi alterado para sempre devido a cultura de seus imigrantes, serve de refúgio para aqueles que sentem saudades de sua terra de origem.  

Hospital Veterinário Público do Tatuapé

Por Emilly Dulce e Natália Novais

Na cidade de São Paulo, animais de estimação podem ser atendidos gratuitamente em dois hospitais veterinários públicos existentes na capital, um fica na zona norte e outro na zona leste. A prioridade é para donos de pets com poder aquisitivo limitado, sendo realizados procedimentos variados: de consultas e exames a medicações, cirurgias e internações. Para saber mais detalhes, assista ao vídeo abaixo, com informações sobre o Hospital Veterinário Público do Tatuapé, na zona leste de São Paulo:

O por do sol e a metrópole

Crônica por Luiza Schiff e Ulisses Lopresti 

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Se você estiver no Rio de Janeiro e bater aquela vontade de curtir a paz e a beleza de um por do sol, o endereço mais provável vai ser o do Arpoador. Se estiver em Santos, vai ser na plataforma do Emissário Submarino, no José Menino. Por do sol combina muito com praia e com lugares onde você pode chegar caminhando, ou de bicicleta.

E em São Paulo? Será que tem algum lugar para curtir um por do sol que combina com metrôs apressados, ônibus lotados e dificuldade para estacionar automóveis?

A resposta, até certo ponto surpreendente para essa questão, é afirmativa. São Paulo tem, sim, pontos de um por do sol poético e desestressado.

O mais descolado deles teria de ser, quase obrigatoriamente, vizinho da descolada Vila Madalena. E é mesmo. A geografia preparou e a selvageria da especulação imobiliária preservou – provavelmente sem querer – a Praça Custódio Fernandes Pinheiros, no Alto de Pinheiros.

Nossos avós provavelmente diziam que ali era um outeiro ou uma colina. Você vai dizer que é o alto de uma ladeira. Eles certamente tinham mais oportunidades e mais lugares e menos necessidade de levar uma câmera fotográfica para registrar a beleza que se renova todos os dias do sol se escondendo da gente aos pouquinhos, enquanto o nosso hemisfério prepara a noite. Você vai clicar no celular e postar para matar de inveja quem engoliu um sanduíche depois do trabalho e foi correndo para a faculdade ou para a academia.

O espetáculo diário é tão bonito que muda o nome da praça. Ela vira Praça do Por do Sol e faz você esquecer, por um breve momento, que a menos de dois quilômetros dali estão pulsando a estação Faria Lima da Linha Amarela do metrô e a estação Vila Madalena, da Linha Verde.

O cheiro de maconha, as vagas para estacionar ali perto todas ocupadas e os cliques de celulares não deixam esquecer que estamos na São Paulo do século 21.

Mas você tem a opção da bicicleta. E, se relaxar um pouquinho, concentrar-se na beleza natural e colocar o celular no vibra, vai se lembrar que ali é um outeiro, ou uma colina, e sentir a paz que seus avós, provavelmente, muitas e muitas vezes também sentiram.

“Mooca é Mooca e o resto é bairro”

Por: Gianluca Florenzano

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Divulgação: Site Oficial Clube Atlético Juventus

Brás, Bixiga e Mooca são sinônimos de bairros italianos em São Paulo.  A história do Clube Atlético Juventus e do distrito se confundem. Ambos foram fundados por imigrantes italianos, atraídos para a capital pela numerosa oferta de trabalho que havia nas indústrias. A faixa com o dizer “Mooca é Mooca e o resto é bairro” está sempre nos jogos do Juventus, um dos times mais tradicionais da cidade. Ela mostra o profundo sentimento de brandura que seus torcedores possuem sobre o bairro da zona leste.

Uma das figuras de maior destaque desse local foi o Conde Rodolfo Crespi, dono da Cotoníficio Crespi, que chegou a ser a maior tecelagem de São Paulo. A maioria dos imigrantes vindos da Itália, que se estabeleceram na Mooca, trabalhava nessa manufatura, tanto que em 1924 nascia o Cotoníficio Rodolfo Crespi Futebol Clube, formado exclusivamente por operários da fábrica de tecelagem do Conde. Em 1930, a assembleia da instituição futebolística se reuniu e resolveu rebatizar o time. Surgia então o Clube Atlético Juventus, nome dado em homenagem ao Juventus da Itália. Crespi cedeu um espaço que tinha no distrito, para que ali fosse construída a nova casa da agremiação. Localizada entre a Rua Javari e Rua dos trilhos, o campo esportivo leva seu nome, Estádio Rodolfo Crespi, mas é popularmente conhecido como Javari.

De acordo com os moradores da região, o amor pelo clube é passado de geração em geração. “O nosso amor e tão grande pelo Juventus e pelo bairro, pois ele foi fundado praticamente pela nossa família. Os bisavôs de todos aqui do bairro que fundaram os dois (distrito e time), por isso têm esse carinho todo”, disse Beatriz da Silva Paiva, uma torcedora do time. Angélica Brandão, sua amiga também fã do Moleque Travesso, como é conhecido à instituição futebolística, complementa: “a Mooca criou o Juventus. Nos jogos do time é como se todos daqui estivessem na Javari. Por isso que é um bairro tão especial, pois temos um clube que é só nosso”, discursa.

E, de fato, o amor da torcida tanto pelo lugar como pela equipe é grande. Nos jogos da agremiação em seu estádio, é possível ouvir os cânticos dos adeptos venerando o reduto de italianos: “somos do bairro da Mooca; bairro de luta e tradição” e “por toda a minha vida; moleque travesso; da Mooca querida”.

A atmosfera nos jogos do clube é algo extraordinário como costuma relatar os juventinos. “A Javari é um lugar único, aqui torcemos a moda antiga”, fala Paiva, “mantemos a tradição de torcer, nos recusamos a ser padrão FIFA”. A torcedora se refere ao fato de equipes grandes de São Paulo, principalmente Corinthians e Palmeiras, terem arenas modernas que não possuem mais o “cimentão”, todos os setores têm cadeiras, o que inibe, de certa maneira, de os adeptos pularem durante os jogos.  Nas partidas do Juventus é comum escutar o grito “ódio eterno ao futebol moderno”. “Nenhum lugar da Javari têm cadeiras, aqui somos ‘uma geral’ (setor do estádio onde a plateia assiste ao jogo de pé, e onde geralmente ficam as torcidas organizadas), e queremos que permaneça assim, não queremos nos transformar em torcedores ‘coxinhas’”, enfatiza a amiga.

O time da Mooca não conseguiu ganhar nenhum título de grande relevância – as principais conquistas foram o Campeonato Brasileiro da Série B em 1983, e a Série A2 do Paulista em 1929 e 2005 -, mas isso pouco importa para a sua torcida apaixonada, “torcemos por um time e não por conquistas”, ressalta Brandão. Atualmente, o Juventus não está em nenhuma divisão, disputa a Copa Paulista que dá acesso para a Série D. Outros clubes tradicionais de São Paulo estão nesse torneio, como a Portuguesa, o São Caetano do Sul e Ferroviária.


Colaboradores: Edilson Henrique Silva Muniz, Augusto Godoy e Victória Bonachelli

Compaixão ativa para o bem

Texto por Daniel Yazbek, Giovanna Cicerelli e Júlia Mesquita

Fotos por Sonhar Acordado São Paulo 

Formar consciência social, através de ações positivas a favor da infância necessitada’ é o lema da ONG Sonhar Acordado que no ano de 2018 completará 20 anos.

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Foto e Logo do Sonhar Acordado.

Fundada por uma iniciativa juvenil da cidade de Monterrey, no México, e com o objetivo de unir pessoas dispostas a fazer o bem, a organização (Soñar Despierto, em espanhol) chegou no Brasil, exatamente na cidade do Rio de Janeiro, no ano 2000. Entretanto, foi só em 2001, em Curitiba – no dia 21 de Maio – que o Sonhar Acordado oficializou sua criação. A idéia foi tão boa, que em 2010, recebera o reconhecimento – e a honra – do Governo Federal por ser considerada uma instituição de Utilidade Pública.

Em 2016, um levantamento realizado pelo próprio Sonhar apontou que, dentre seus quatro programas contínuos de voluntariado, 500 crianças são atendidas em um total de 13 instituições espalhadas por 10 estados brasileiros. Estima-se que com o trabalho dos 500 voluntários sonhadores – nome carinhoso dado aos adeptos da ONG – 8.970 pessoas ao todo são impactadas.

Os programas contínuos consistem em participar uma vez por mês, semestralmente, das atividades e formações voltadas para os valores e virtudes que são o foco do trabalho feito com as crianças e adolescentes. Entre esses programas estão:

Amigos Para Sempre (APS), que desenvolve e estimula o aprendizado de valores, como caridade, esperança e dignidade, em crianças que se encontram em estado de vulnerabilidade social, através de um laço de amizade estabelecido entre o jovem e o voluntário, surgiu daí o nome do programa;

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Foto: Sonhar Acordado/ Festival de mensagens boas no evento do APS-4.

Sonhando Juntos (SJ), este que tem como missão levar alegria a crianças com algum tido de síndrome, doença crônico-degenerativa ou em fase terminal – conforme os jovens se relacionam com os voluntários sonhadores, ambos constroem entre si uma relação de confiança, a fim de identificar seus maiores sonhos para que assim esses se realizem – o objetivo não poderia ser outro, trazer esperança que muitas vezes é abalada em tais situações difíceis;

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Foto: Sonhar Acordado/ Criança participante do programa Sonhando Juntos.

Preparando Para o Futuro (PPF), este programa visa orientar adolescentes também em situação de vulnerabilidade social para que esses construam suas identidades e tomem decisões tão importantes nessa fase da vida, além de estimulá-los a tornarem-se agentes transformadores de realidades que conhecem. Autoconhecimento e autoestima são dois dos valores trabalhados pelos voluntários com os jovens;

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Foto: Sonhar Acordado/ Voluntários Sonhadores e jovem do Preparando Para o Futuro.

Contando Sonhos (CS), o qual objetiva guiar, novamente, jovens em situação de vulnerabilidade social, durante esta fase da vida, a fim de transmitir valores humanos e desenvolver a alfabetização por meio do contar histórias, o que por sua vez incentiva as crianças a descobrirem o poder de sua voz. Durante seis meses voluntários trabalham para as histórias criadas pelas crianças e o resultado é o chamado Big Show – que já está na sua oitava edição em São Paulo – um evento de teatro com 10 peças escritas e dirigidas por crianças e com atores profissionais que as encenam.

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Foto: Sonhar Acordado/ Voluntário e criança durante o Contando Sonhos.

Um dos cinco programas APS de São Paulo, no caso o terceiro, que existe desde o final de 2008 e atende sua a terceira instituição diferente, e tem somente mais um encontro neste ano de 2017, pois por ser um programa contínuo e com crianças, este, além de seus eventos mensais, também participa das Grandes Festas (GF) aos finais de cada semestre.

O Centro da Criança e Adolescente (CCA) que o APS 3 atende atualmente leva o nome do anjo São Miguel, contudo este não é o nome do bairro em que se situa, apenas uma homenagem à uma figura católica. A CCA – São Miguel se encontra entre as rodovias Raposo Tavares e Francisco Morato, mais precisamente no Jardim Guaraú – próximo ao Jardim das Esmeraldas – zona oeste de São Paulo, e pelo menos 50 crianças e 50 voluntários realizam o projeto com o pessoal de lá uma vez por mês.

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Foto: Sonhar Acordado/ Voluntários e crianças do Aps-3 no CCA-São Miguel.

O último encontro para todos os programas de APS e aproximadamente mais 1.000 crianças que não participam de projeto algum, em um total de aproximadamente 1.400, será a Festa de Natal. Esse ano a temática da festa será Games e acontecerá no dia 10 de dezembro das 09h às 18h no Colégio Pio XII.

O evento reúne as crianças para um dia divertido com brinquedos infláveis, comidas gostosas, oficinas interativas – desta vez sobre Games – atividades e brincadeiras. Ao final do dia juntamente com a presença do Papai Noel, recebem os presentes que pediram através de cartas para o “bom velhinho”.

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Foto: Pridia/ Encerramento da Festa de Natal de 2016.

Quem desejar participar pode se inscrever no site da Festa, comparecer à uma formação sobre a mesma e contribuir com R$ 50,00 – sem contar as outras formas de doações opcionais, como os presentes que o papai noel dá para as crianças, simples doações por meio de rifas ou também pelo site de financiamento coletivo Juntos. Vale lembrar que uma festança dessas custa caro e os voluntários sonhadores trabalham intensamente para a diversão ser completa e tornar o dia de uma criança inesquecível.

“Feira da Praça” traz cultura, artes e lazer

Por: Adriana Vieira, Barbara Bastos, Catharina Figueiredo, Giovana Costa, Ingrid Duarte e Maria Victória Gonzalez

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Desde 1987, a “Feira da Praça” acontece na Benedito Calixto e atrai muitas famílias, comerciantes, turistas e amantes da cidade de São Paulo. O evento é realizado todos os sábados, das 9 às 19 horas, no bairro de Pinheiros. O clima é de lazer e a diversão fica por conta da diversidade e do contato cultural.

Numa mistura de brechó e antiquário, a feira é famosa pela variedade. Há expositores com artesanato como copos feitos de garrafas de vidro, existem peças decorativas, quadros, sapatos, roupas, bijuterias e muito mais. Outro destaque da feira é o clima nostálgico. A maioria dos expositores vendem artefatos antigos, sejam peças de porcelana e prata, ou itens de colecionadores como brinquedos antigos, moedas de diversos países, discos raros tanto nacionais como internacionais, câmeras fotográficas de todos os tipos e épocas, máquinas de escrever, histórias em quadrinho raras e vitrolas de todos os tamanhos.

 

 

Maurício Tedesco, de 51 anos é artista plástico e expõe seus quadros na Benedito há 8 anos. Segundo ele, é gratificante ver as pessoas visitando a feira: “Exponho aqui desde 2009. Hoje, a feira é frequentada por diversos tipos de pessoas: desde turistas que vêm conhecer a tradição da feira, quanto pessoas quem vêm visitar os bares nos arredores, experimentar a comida. Há também os colecionadores e aqueles que vêm simplesmente para passear. O que é legal da feira é a descontração, as pessoas vêm realmente para relaxar e comprar, estão “desarmadas”, tranquilas, é muito empolgante!”.

Além dos expositores, a feira conta com uma praça de alimentação muito completa e que, costuma agradar todos os públicos. Há apresentações da “Canário e seu Regional”, um trio que embala a praça de alimentação com ritmos brasileiros tocados no chorinho. Entre as opções de comidinhas estão: petiscos, comida portuguesa, doces caseiros, pastel, comida baiana, hot dogs, bebidas feitas com frutas exóticas, bolos caseiros, entre outras. Mariana Manso, de 36 anos, secretária, frequenta a feira a 10 anos e se apaixonou pela praça de alimentação. “Gosto de tudo aqui, desde a praça de alimentação, até o artesanato, mas minha paixão mesmo é a comida, é muito saborosa. Conheci a feira através de uma amiga e sempre que posso estou aqui”, diz Mariana.

Na Benedito Calixto, há também bares e galerias nos arredores que acabam tornando-se uma extensão da feira. Muitas pessoas se reúnem com os amigos para aproveitar o entardecer, conversar e beber nos bares próximos. Muitas famílias visitam as lojas das galerias, que oferecem opções diferenciadas de roupas, acessórios, decorações e até itens para jardinagem. A musicalidade da feira também não se limita ao chorinho, há expositores tocando MPB, enquanto nas galerias também há espaço para outros ritmos como jazz e rock n’ roll, com música ao vivo.

 

 

Luiz Bispo, de 86 anos, cozinheiro e responsável pelo “Portal da Bahia”, barraca famosa pelo acarajé, trabalha há 30 anos na feira e fica muito feliz com a visitação da clientela. “Não tenho reservas em relação a este lugar, nem preconceitos, gosto de tudo aqui! Os clientes são pessoas maravilhosas. Se tem algum que não é bacana, deixo passar, pois entre um que não é legal, existem mil que valem a pena. O que mais me agrada aqui é a diversidade, as pessoas representam a Benedito Calixto”, garante Luiz.

É notável o carinho e a fidelidade do público, já que a feira está sempre cheia e conta com a presença de pessoas de todas as idades. Não há quem não se empolgue com as antiguidades, a comida e toda a valorização cultural que a feira agrega, trata-se de um passeio indispensável e que com certeza representa toda a diversidade cultural de São Paulo.

 

A populosa e moderna Lapa paulistana

Texto por Gabriela Fogaça e Sofia Missiato

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A Lapa, lugar populoso e movimentado,  é um distrito localizado na Zona Oeste de São Paulo. Dividida em regiões, ele abrange a Lapa de Baixo, o Bairro da Lapa e o Alto da Lapa. Além de diversas histórias que são vividas lá diariamente, o local também é ponto de cultura, lazer, conhecimento, gastronomia e transporte público.

O bairro vem, nos últimos anos, confirmando sua posição moderna e urbana, principalmente depois da implantação do Terminal da Lapa, com ônibus. Também atende pelas linhas 7-Rubi e 8-Diamante da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos, respectivamente ramos da São Paulo Railway e Estrada de Ferro Sorocabana, na estação Lapa. Mercado Municipal da Lapa

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Com arquitetura triangular, 4.840m² de área construída e considerado um dos mais modernos na época, o Mercado Municipal da Lapa foi inaugurado em 1954, idealizado pelo vereador Iapeano Ermano Marchetti, projetado e construído pela Prefeitura do Município de São Paulo. Os primeiros clientes do Mercado foram imigrantes europeus, pois podiam encontrar produtos provenientes de suas terras, como vinhos, bacalhau, azeites, entre outros. O horário de funcionamento do Mercado Municipal da Lapa é de segunda-feira a sexta-feira das 8h às 19h e aos sábados das 8h às 18h. Shopping Center Lapa

O Shopping Center Lapa também realça o fato da região ter uma ótima infra-estrutura na cidade. Um dos mais antigos da cidade, o shopping foi inaugurado em 1968 sendo o segundo do município, e hoje abriga cerca de 100 lojas, além de cinema e uma  praça de alimentação. O Shopping Center Lapa funciona todos os dias, das 10h às 22h.

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O amor caminhando em uma tarde de verão

A Rua 12 de Outubro foi palco para o então jovem Luiz Barbosa [hoje com 88 anos] e a moça Maria José [hoje com 86 anos] se reencontrarem mais uma vez. O romance começou em uma noite de festa na Vila Ipojuca, com direito à sanfona, clarinete, pandeiro e violão. Seu Luiz conta que assim que entrou no baile, avistou sua futura esposa e tirou-a para dançar. Ele, um pé de valsa que já havia ganhado vários concursos de dança, mentiu quando ela disse que não sabia dançar. Depois de dançarem a noite inteira, cada um seguiu seu caminho.

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Quatro anos depois, seu Luiz avista Dona Maria caminhando com suas amigas na Rua 12 de Outubro. Desde então, não se separaram mais. Namoraram, casaram e construíram sua casa em um terreno comprado pela mãe de Dona Maria, na Vila Madalena:

– Dona Maria, porque a senhora se apaixonou por seu Luiz?

– Ah, porque ele sempre andava muito bonito e perfumado. Lembro que a música que tocava na noite em que nos conhecemos era Boneca Cobiçada.

– E você, seu Luiz… o que viu na Dona Maria?

– Eu encontrei minha outra metade, né?!

A Lapa foi o cenário da vida deles. Eles tiveram quatro filhos, oito netos e estão casados há mais de 60 anos.

BUM, BUM, BUM, CASTELO RÁ – TIM – BUM!

Escrito por Carolina Gomes e Júlia Castello

Vídeo por Letícia Nascimento e Catharina Figueiredo

Fotos por Nádya Duarte

Produzida e exibida pela TV Cultura nos anos de 1994 até 1997, a série infanto-juvenil mais famosa da televisão brasileira ganhou uma exposição no Memorial da América Latina que vai até o dia 4 de fevereiro de 2018. A exibição, chamada “Rá – Tim – Bum, o Castelo”, já contou com mais de 570 mil visitantes desde sua estreia, em março deste ano.

O programa foi criado pelo dramaturgo Flavio de Souza, com direção assinada por Cao Hamburguer, roteiro de Jacob Dionisio, Cláudia Dalla Verde e Anna Muylaert. Esta franquia se caracteriza por ser um produto audiovisual educativo e, por isso, teve parceria entre a Fiesp e a TV Cultura representando um grande marco para os telespectadores entre três a oito anos, chegando a alcançar 12 pontos de audiência entre os jovens e 14 em reprises de episódios, tornando-se um filme em 1999.

Contando com 90 episódios e mais um especial, a série retratava a história de Nino, um garoto de 300 anos que vivia em um castelo com seu tio, o Doutor Victor, e com sua tia-avó Morgana, uma feiticeira. O menino, por se sentir muito sozinho, realiza um feitiço e consegue receber três estudantes (Zequinha, Biba e Pedro) diariamente em sua residência nada comum.

Seus pais estão no espaço-sideral com seus irmãos mais novos e para preencher seu tempo, convive com os jovens que acabaram de sair da escola, o maligno Dr. Abobrinha que quer destruir o castelo para construir um prédio no lugar, o Etevaldo, um E.T, o entregador de pizza (Bongô) e Penélope, uma charmosa repórter.

A história ganhou diversas premiações, como APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte) e o Sharp de Música. Além disso, a produção televisa chegou a ser transmitida, também, em inúmeros países da América Latina, alcançando Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Uruguai, Venezuela e muitos outros países.

E por isso que a exposição do Castelo Rá – Tim- Bum no Memorial se torna nostálgica e imperdível para os fãs. Comemorando os mais de 20 anos da série, o público vai encontrar no local vários itens e ambientes em tamanho real do acervo da TV Cultura e Fundação Padre Anchieta. É possível passear dentro da cozinha do famoso Castelo, onde Nino personagem principal da série fazia suas receitas malucas. Além disso, é possível conhecer uma das personagens mais amadas da série, a cobra Celeste e sua árvore que ficava no centro do salão de entrada do Castelo.

Caroline Fagundes, 25 anos, visitou a exposição e confessa que assistiu a série até os 20 anos. Diz que se a série voltasse para a programação da TV Cultura, não teria tanto interesse em assistir por considerar o conteúdo mais infantil, mas que com certeza incentivaria seus filhos a assistir, pelo programa ser muito educativo e por estimular a imaginação. Seus personagens favoritos eram o Bongô, (interpretado por Eduardo Silva da série que era considerado o melhor entregador de pizza do Brasil) e a bruxa Morgana, interpretado pela jornalista Rosi Campos.

Já para a estudante, Laura Zemella, que assistiu a série até seus 7 anos, quando a série acabou, diz que a ida a exposição foi um retorno para a infância: “Fui conferir a exposição porque era fã, mas também não lembrava muita coisa do programa. Ver a exposição refrescou minha memória e me transportou pra momentos que estavam escondidos em minha cabeça”.

Seu personagem favorito, o ratinho, era para ela o momento mais divertido da série, pois era possível aprender por meio de músicas: “Todo o enredo do Castelo Rá – Tim – Bum é muito bom. Todos os seus personagens são encantadores, e todas as histórias eram muito bem feitas e possuíam um tom educativo, que nenhum outro desenho da TV brasileira possui”.

Para saber mais da série televisiva, assista aos bastidores da exposição “Rá – Tim – Bum, o Castelo”.